O que é a Maçonaria? - Parte 1 (A Origem) - noticias Illuminati | fotos ovnis e extraterrestre


8/22/2017

O que é a Maçonaria? - Parte 1 (A Origem)


A aura de mistério acompanha os maçons desde a sua origem. Origem, aliás, que vem sendo criativamente recuada: alguns maçons incluem entre seus antecessores guerreiros das cruzadas, arquitetos do templo do rei Salomão e até os egípcios responsáveis pelas pirâmides. Realmente, os maçons surgiram em canteiros de obras, mas já no fim da Idade Média, na Inglaterra. Daí o nome deles: mason – se diz “mêisson” – era o termo para pedreiro em inglês.
Mas os pedreiros da época equivaliam a arquitetos, engenheiros, empreiteiros. Para não perderem a hegemonia na construção civil, militar e religiosa, eles mantinham em segredo os macetes da profissão, passados só aos aprendizes mais confiáveis e em ocasiões especiais. Com o tempo, essas aulas viraram fóruns, atraíram gente de fora e foram transferidas para locais chamados lodges (em português, “lojas”). Em 1717, 4 unidades se unificaram na Grande Loja de Londres. Surgia, oficialmente, a maçonaria.
Estados Maçons da América 
Assim como muitos europeus, foi emigrando para a América que a maçonaria atingir o seu potencial. Na verdade, é consenso entre historiadores: em nenhum país a maçonaria foi tão importante quanto nos EUA.
Para começo de conversa, os maiores acontecimentos que marcaram a independência do país foram decididos em lojas maçônicas. Em 1773, não foi de improviso que comerciantes jogaram caixas e caixas de chá no mar, em protesto contra impostos extorsivos dos ingleses. A “festa do chá” de Boston foi um evento organizado por irmãos.
Nove dos 55 homens que assinaram a Declaração de Independência vinham da maçonaria, assim como um terço dos 39 que aprovaram a Constituição. Benjamin Franklin era maçom convicto, e George Washington, grão-mestre da Loja Alexandria, teria aparecido de avental cerimonial no lançamento da pedra fundamental da nova cidade.
Por falar em capital, a cidade de Washington é cheia de referências à maçonaria. Algumas são forçadas: encontram-se compassos e estrelas no traçado das ruas de qualquer cidade. Outras são explícitas: o tema “George Washington foi maçom” inspirou pinturas e esculturas, marcando presença nas portas do Senado e no teto do Capitólio. A cidade tem pelo menos 17 edifícios com arquitetura típica da ordem – uma mistura de estilo grego e romano, sempre acompanhada de esquadros, compassos e letras G (de God, “Deus” em inglês). Entre eles, a agora célebre Casa do Templo (no original, House of the Temple), sede americana do Rito Escocês Maçônico.
Após o sucesso da independência americana, em 1776, a maçonaria passou a ditar o passo das mudanças do planeta. Ser maçom no final do século 18 e no começo do 19 era muito "cool": um clube que reunia as mentes mais inquietas e influentes.
Trazendo liberdade, igualdade e fraternidade no DNA, claro que a maçonaria estava na Revolução Francesa, em 1789. Os principais líderes, Danton e Robespierre, não eram da ordem, mas a Marselhesa foi composta na loja de Marselha. Em 1810, a maçonaria inspirou a criação da Carbonária, sociedade secreta que buscaria a independência da Itália. Três futuros libertadores da América, o chileno Bernardo O’Higgins, o venezuelano Simón Bolívar e o argentino José de San Martín, frequentavam a mesma loja em Londres, uma convivência que mudou um continente. “A maçonaria participou da independência de todos os países da América do Sul”, diz Andrew Prescott, diretor de estudos da maçonaria da Universidade de Sheffield, na Inglaterra.
O que inclui o Império Brasileiro, do início ao fim. Em 1822, nossa independência de Portugal foi proclamada por um grão-mestre, dom Pedro 1º. E a Proclamação da República, em 1899, foi feita por outro, o marechal Deodoro da Fonseca. E os maçons continuaram atuantes durante a nossa República Velha, chegando inclusive à Presidência, com Nilo Peçanha e, na sequência, Hermes da Fonseca.
Mundialmente, a ordem viveu uma crise a partir da década de 1930, quando seus membros mais  à esquerda (comunistas e fascistas) e os mais à direita não vestiam mais o mesmo avental. Aliás, os maçons também estão entre as vítimas do Holocausto – entre 80 mil e 200 mil irmãos morreram em campos nazistas.
Nos anos 50, a ordem chegou a ter uma filiação recorde nos EUA – até Fred e Barney, dos Flintstones, frequentavam uma paródia da maçonaria, o Clube dos Búfalos D’Água. Mas, a geração seguinte, dos babyboomers, não se interessou – as revoluções passaram longe das lojas. “Mas, mesmo onde não voltou a ter a influência de antes, a maçonaria nunca ficou irrelevante”, diz o historiador alemão Jan Snoek, que pesquisa o tema na Universidade de Heidelberg.
Prática da conspiração 
A lista de maçons poderosos ainda é grande. Entre os 6 milhões de membros no mundo estão o ex presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o príncipe Philip, o premiê italiano, Silvio Berlusconi, e até Al Gore, vice-presidente de Bill Clinton. 
Maçom 24 horas 
Não se engane: todo maçom tem uma agenda. Se não secreta, certamente lotada. Mas, para a maioria dos membros, compensatória.
As regras começam já na candidatura – geralmente posterior a um convite de um maçom. Não basta ter fé em um deus e cromossomo XY: é preciso ser maior de idade, ter endereço fixo e renda própria e declarar seus motivos para fazer parte da ordem. Se for casado, a esposa precisa estar de acordo. Se for homossexual, de acordo com as regras, não entra.
Os maçons também pesquisam os amigos, o emprego e a vida financeira e policial do irmão em potencial. Depois de investigado por 6 meses a 1 ano, o nome é avaliado por toda a loja – e precisa ser aprovado por unanimidade. Aí basta participar da iniciação e prometer não revelar o que escutar – o tal pacto de silêncio da irmandade.
O iniciante é reavaliado com frequência, e tem a obrigação de participar de uma reunião semanal, que ocupa uma noite inteira em dia útil. Para faltar, só por causa de trabalho ou de estudo, vai ser necessário pedir autorização.
Além disso, as lojas maçônicas da mesma cidade se visitam, e é aconselhável participar de alguns desses momentos de intercâmbio. Isso para não falar de viagens mais longas, no caso de visitas a maçons de outros estados. E, a cada 3 anos, é preciso se envolver na votação para grão-mestre, coordenada por um Tribunal Eleitoral Maçônico.
Tem mais: cada loja cobra uma mensalidade que, em São Paulo, gira em torno R$ 150. Motivo: toda loja tem um fundo de amparo que cobre despesas inesperadas de irmãos. O fundo também funciona como uma previdência paralela: viúvas de maçons recebem pensão mensal.
Clube de vantagens 
Os irmãos garantem que dá um gás na autoestima: sentem-se parte de um clube exclusivíssimo, que seleciona seus membros com rigor. “A sensação de ser aceito depois de meses de investigação é muito boa. E a cerimônia de iniciação é um dos momentos mais gratificantes e emocionantes da vida de um maçom”, afirma o empresário Adriano Aparecido Moraes, maçom há 19 anos, de Sorocaba. A loja aparentemente até transforma o comportamento: “Eu era muito temperamental, agressivo. Com a maçonaria, mudei”, diz o baiano Paulo Borges.
Bonito, bonito. Mas, além das recompensas psicológicas, há critérios mais palpáveis. “Não fosse a maçonaria, a gente não teria acesso a diretor da Polícia Federal, a funcionário público do alto escalão, a empresários que são possíveis clientes”, diz Adriano. “Não é privilégio, porque o maçom deve corresponder às expectativas profissionais. Mas ajuda bastante, cria oportunidades.”
Um maçom do Rio de Janeiro, que prefere se manter anônimo, afirma: “Se o maçom é vendedor e o comprador da empresa é irmão, ele vai ser atendido mais rápido. Conheço filhos de maçons que, graças aos contatos do pai, conseguiram estágios em empresas com irmãos na diretoria”. E conclui: “Claro, o talento é o que consolida profissionalmente, mas a maçonaria abre portas em todos os lugares”.
A influência também se dá em outras esferas do Estado. Funcionários e pessoas ligadas à Petrobras se reúnem por todo o país em lojas maçônicas chamadas Monteiro Lobato – que não era maçom, mas disse que “o petróleo é nosso”. Dizem que há dinheiro da empresa nisso, mas a Petrobras não confirma o envolvimento com os “irmãos monterianos”, que fazem debates e ações junto a políticos em defesa do patrimônio nacional.
Grandes irmãos 
Conheça os maçons poderosos de hoje
Bill Clinton 
Tecnicamente, o ex-presidente americano não é maçom – mas foi dirigente da Ordem DeMolay, espécie de maçonaria júnior. Se fosse, teria sido expulso depois do escândalo com Monica Lewinsky.
Silvio Berlusconi 
O premiê italiano foi da loja maçônica Propaganda Due, considerada um “Estado dentro do Estado” nos anos 70. Berlusconi foi iniciado em 1978, e diz que deixou a maçonaria quando a loja foi fechada, em 1981.
Príncipe Philip 
O marido da rainha da Inglaterra entrou para a Loja da Marinha em 1952. Não é dos mais ativos, mas consta que participa das reuniões.
Hugo Chávez 
O presidente da Venezuela entrou no Templo Maçônico de Caracas a convite de um guarda-costas. Em seus discursos, cita com frequência maçons célebres, como Simón Bolívar.
Esperidião Amin 
O ex-governador de Santa Catarina é membro desde 1971. Newton Cardoso, ex-governador de Minas, também faz parte da maçonaria.
1 – Símbolos Encontrados
Pirâmide da nota de US$ 1
Olho 
Representa o Deus onisciente e onipresente, que tudo vê.
Pirâmide 
Remete à suposta origem da maçonaria entre os arquitetos do Egito antigo.
Novus ordo seclorum 
Conspiradores – inclusive Dan Brown em Anjos e Demônios – divulgam que a frase em latim significa “Nova Ordem Mundial”. Mas o certo é “Nova Ordem dos Séculos”.
2 – Símbolos Encontrados
Colunas do templo
Coluna B 
Se chama Boaz, sempre à esquerda na entrada das lojas. Remete ao bisavô do rei Davi e à mitológica 1ª coluna do Templo de Salomão.
Coluna J 
Conhecida como Jachim, fica à direita. O nome é uma fusão das palavras hebraicas jah (Jeová) e achin (estabelecer). Remete à 2ª coluna do templo.
Irmãos do Brasil 
Nossa independência foi decidida por facções maçônicas: havia os republicanos e os monarquistas, que venceram e agiram em 1822
Os livros de história ensinam que a nossa separação de Portugal, em 1822, foi tramada e decidida dentro das lojas maçônicas nos meses que antecederam o Grito do Ipiranga. Dependendo do que a loja decidisse, é possível que o jovem príncipe regente não virasse o imperador Pedro 1º.
Na maçonaria foram estudadas, discutidas e aprovadas várias decisões importantes no processo de independência, como o manifesto que resultou no Dia do Fico (9 de janeiro de 1822) e os detalhes da aclamação de dom Pedro como imperador, no dia 12 de outubro. 
3 – Símbolos Encontrados
Selo da maçonaria
COMPAS 
Racionalidade científica e busca pela perfeição moral.
ESQUADRO 
Instrumento dos pedreiros, que transformam a natureza. O ângulo reto indica honestidade.
Vem de God, “Deus” em inglês. Também pode representar GAU, sigla para “Grande Arquiteto do Universo”.
Washington tropical 

MAPA DA MINA 
O centro histórico tem 33 quadras, número mágico dos maçons.
DANDO BANDEIRA 
A bandeira de Paraty tem 3 estrelinhas “colocadas em forma triangular, lembrando a grande influência que a maçonaria exerceu na história do município”, diz a lei municipal de 1967.
GRANDES ARQUITETOS 
Casas de maçons notórios receberam colunas na entrada e decoração geomé-trica alusiva aos símbolos maçônicos e seus graus da hierarquia.
AOS TRIOS 
Muitos cruzamentos possuem pilares de pedra em só 3 das 4 esquinas, o que remete ao triângulo maçônico.

Fonte: Super Interessante.

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